Mimimi

Saiu hoje na Folha um texto todo reclamão e polêmico que desabafei semana passada. Vi que teve gente entendeu errado – por isso é bom deixar três coisas claras:

1. De jeito nenhum eu concordo com os fascistas que no domingo da eleição dispararam bobagens contra os nordestinos. E sei muito bem que os nordestinos não decidiram a vitória de Dilma (o termo que uso é “garantir”; há uma grande diferença entre os dois verbos).

2. Algumas pessoas estão dizendo que o texto é “contra os pobres”. Eu me refiro a ignorantes políticos de qualquer classe e qualquer região do país. Quem acha que ignorante político é pobre está revelando seu preconceito.

3. Pra quem não tiver paciência de ler, basta ver este video. O conteúdo é quase o mesmo.

Agora sim, o artigo:

Sim, eu tenho preconceito

Logo depois de anunciada a vitória de Dilma Rousseff, pingaram comentários preconceituosos na internet contra os nordestinos, grupo que garantiu a vitória da candidata petista nas eleições.
A devida reação veio no dia seguinte: a expressão “orgulho de ser nordestino” passou a segunda-feira como uma das mais escritas no microblog Twitter.
O racismo das primeiras mensagens é, obviamente, estúpido e reprovável. Não se pode dizer o mesmo de outro tipo de preconceito -aquele relacionado não à origem ou aos traços físicos dos cidadãos, mas ao modo como as pessoas pensam e votam. Nesse caso, eu preciso admitir: sim, eu tenho preconceito.
Eu tenho preconceito contra os cidadãos que nem sequer sabiam, dois meses antes da eleição, quem eram os candidatos a presidente. No fim de julho, antes de o horário eleitoral começar, as pesquisas espontâneas (aquela em que o entrevistador não mostra o nome dos candidatos) tinham percentual de acerto de 45%. Os outros 55% não sabiam dizer o nome dos concorrentes. Isso depois de jornais e canais de TV divulgarem diariamente a agenda dos presidenciáveis.
É interessante imaginar a postura desse cidadão diante dos entrevistadores. Vem à mente uma espécie de Homer Simpson verde e amarelo, soltando monossílabos enquanto coça a barriga: “Eu… hum… não sei… hum… o que você… hum… está falando”. Foi gente assim, de todas as regiões do país, que decidiu a eleição.
Tampouco simpatizo com quem tem graves deficiências educacionais e se mostra contente com isso e apto a decidir os rumos do país.
São sujeitos que não se dão conta de contradições básicas de raciocínio: são a favor do corte de impostos e do aumento dos gastos do Estado; reprovam o aborto, mas acham que as mulheres que tentam interromper a gravidez não devem ser presas; são contra a privatização, mas não largam o terceiro celular dos últimos dois anos. “Olha, hum… tem até câmera!”.
Para gente assim, a vergonha é uma característica redentora; o orgulho é patético. Abster-se do voto, como fizeram cerca de 20% de brasileiros, é, nesse caso, um requisito ético. Também seria ótimo não precisar conviver com os 30% de eleitores que, segundo o Datafolha, não se lembravam, duas semanas depois da eleição, em quem tinham votado para deputado.
Não estou disposto a adotar uma postura relativista e entender esses indivíduos. Prefiro discriminá-los. Eu tenho preconceito contra quem adere ao “rouba, mas faz”, sejam esses feitos grandes obras urbanas ou conquistas econômicas.
Contra quem se vale de um marketing da pobreza e culpa os outros (geralmente as potências mundiais, os “coronéis”, os grandes empresários) por seus problemas. Como é preciso conviver com opiniões diferentes, eu faço um tremendo esforço para não prejulgar quem ainda defende Cuba e acredita em mitos marxistas que tornariam possível a existência de um “candidato dos pobres” contra um “candidato dos ricos”.
Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.
É o caso do Chile e de Cingapura, onde a abertura da economia e a extinção de taxas e impostos fizeram bem tanto aos ricos quanto aos pobres. Não é o caso da Venezuela e da Bolívia.
Por fim, eu nutro um declarado e saboroso preconceito contra quem insiste em pregar o orgulho de sua origem. Uma das atitudes mais nobres que alguém pode tomar é negar suas próprias raízes e reavaliá-las com equilíbrio, percebendo o que há nelas de louvável e perverso. Quem precisa de raiz é árvore.

Sim, eu tenho preconceito LEANDRO NARLOCH 


Eu tenho preconceito contra quem se vale de um marketing da pobreza e culpa os outros (geralmente, as potências mundiais) por seus problemas 


Logo depois de anunciada a vitória de Dilma Rousseff, pingaram comentários preconceituosos na internet contra os nordestinos, grupo que garantiu a vitória da candidata petista nas eleições.
A devida reação veio no dia seguinte: a expressão “orgulho de ser nordestino” passou a segunda-feira como uma das mais escritas no microblog Twitter.
O racismo das primeiras mensagens é, obviamente, estúpido e reprovável. Não se pode dizer o mesmo de outro tipo de preconceito -aquele relacionado não à origem ou aos traços físicos dos cidadãos, mas ao modo como as pessoas pensam e votam. Nesse caso, eu preciso admitir: sim, eu tenho preconceito.
Eu tenho preconceito contra os cidadãos que nem sequer sabiam, dois meses antes da eleição, quem eram os candidatos a presidente. No fim de julho, antes de o horário eleitoral começar, as pesquisas espontâneas (aquela em que o entrevistador não mostra o nome dos candidatos) tinham percentual de acerto de 45%. Os outros 55% não sabiam dizer o nome dos concorrentes. Isso depois de jornais e canais de TV divulgarem diariamente a agenda dos presidenciáveis.
É interessante imaginar a postura desse cidadão diante dos entrevistadores. Vem à mente uma espécie de Homer Simpson verde e amarelo, soltando monossílabos enquanto coça a barriga: “Eu… hum… não sei… hum… o que você… hum… está falando”. Foi gente assim, de todas as regiões do país, que decidiu a eleição.
Tampouco simpatizo com quem tem graves deficiências educacionais e se mostra contente com isso e apto a decidir os rumos do país.
São sujeitos que não se dão conta de contradições básicas de raciocínio: são a favor do corte de impostos e do aumento dos gastos do Estado; reprovam o aborto, mas acham que as mulheres que tentam interromper a gravidez não devem ser presas; são contra a privatização, mas não largam o terceiro celular dos últimos dois anos. “Olha, hum… tem até câmera!”.
Para gente assim, a vergonha é uma característica redentora; o orgulho é patético. Abster-se do voto, como fizeram cerca de 20% de brasileiros, é, nesse caso, um requisito ético. Também seria ótimo não precisar conviver com os 30% de eleitores que, segundo o Datafolha, não se lembravam, duas semanas depois da eleição, em quem tinham votado para deputado.
Não estou disposto a adotar uma postura relativista e entender esses indivíduos. Prefiro discriminá-los. Eu tenho preconceito contra quem adere ao “rouba, mas faz”, sejam esses feitos grandes obras urbanas ou conquistas econômicas.
Contra quem se vale de um marketing da pobreza e culpa os outros (geralmente as potências mundiais, os “coronéis”, os grandes empresários) por seus problemas. Como é preciso conviver com opiniões diferentes, eu faço um tremendo esforço para não prejulgar quem ainda defende Cuba e acredita em mitos marxistas que tornariam possível a existência de um “candidato dos pobres” contra um “candidato dos ricos”.
Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.
É o caso do Chile e de Cingapura, onde a abertura da economia e a extinção de taxas e impostos fizeram bem tanto aos ricos quanto aos pobres. Não é o caso da Venezuela e da Bolívia.
Por fim, eu nutro um declarado e saboroso preconceito contra quem insiste em pregar o orgulho de sua origem. Uma das atitudes mais nobres que alguém pode tomar é negar suas próprias raízes e reavaliá-las com equilíbrio, percebendo o que há nelas de louvável e perverso. Quem precisa de raiz é árvore.

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35 respostas para Mimimi

  1. Porra, é difícil concordar tanto assim com alguém… O regionalismo e as “torcidas” partidárias são as principais tramas do balaio de gato democrático em que vivemos. Se por um lado, o patriotismo (esse regionalismo mais abrangente), às vezes inevitável, me faz sentir vergonha de nossos limitados compatriotas –de todas as regiões do Brasil–, me orgulha muito ver brasileiros pensantes por aí… Espero continuar acompanhando teu trabalho nesse sentido.

  2. outro tipo de preconceito -aquele relacionado não à origem ou aos traços físicos dos cidadãos, mas ao modo como as pessoas pensam e votam. Nesse caso, eu preciso admitir: sim, eu tenho preconceito.

    Eu tenho preconceito contra os cidadãos que nem sequer sabiam, dois meses antes da eleição, quem eram os candidatos a presidente. No fim de julho, antes de o horário eleitoral começar, as pesquisas espontâneas

    Tampouco simpatizo com quem tem graves deficiências educacionais e se mostra contente com isso e apto a decidir os rumos do país.

    Eu nao consigo ver a diferença do seu preconceito e do preconceito normal do dia a dia. Sendo esses sobre: pobres, nordestinos, Paulistas ( elegeram Tiririca o mais votado no país).

    Agora o Brasil tem uma das piores educações do mundo, incluindo entre escolas privadas. Você deveria ter preconceito também de pessoas que lêem e nao tem capacidade de questionar o que é lido. No seu texto que esta cheio de referencias de colunistas, e artigos de jornais que nós sabemos que não são escritos por jornalistas do gabarito de um THE TIMES UK. São sim escritos pelos mal educados e preconceituosos brasileiros que tem uma das piores educações do mundo.
    A falta de conhecimento analítico dos temas acima mencionados por você, e a sua falta de originalidade, fazem o seu BLOG POST mais uma abra cretina de um brasileiro que ganha um pouco de repercussão.

  3. Titus Petronius disse:

    Teve gente que não entendeu o seu texto?
    Além do Tiririca, muitos esquerdistas, suponho.
    Vou até ler o painel do leitor da Folha de amanhã pra me divertir um pouco.
    Muito legal o seu texto.

  4. Marta disse:

    Gostei e concordo. Parabéns pelo livro.

  5. Tilda disse:

    dizer que as críticas (mimimi) vêm de quem não entendeu é uma saída fácil.
    o fato é que as bases da sua opinião estão mal fundamentadas.

    1) “nordestinos, grupo que garantiu a vitória da candidata petista nas eleições”.
    sem o Nordeste, como já foi dito, repetido e comprovado, Dilma se elegeria da mesma forma.

    2) “No fim de julho, antes de o horário eleitoral começar, as pesquisas espontâneas tinham percentual de acerto de 45%. Os outros 55% não sabiam dizer o nome dos concorrentes. (…) Foi gente assim, de todas as regiões do país, que decidiu a eleição.”
    Na pesquisa espontânea de julho, Dilma já aparecia com 10 pontos à frente de Serra – uma tendência que foi se confirmando nos meses seguintes. Dizer que os 55% que não sabiam os nomes dos candidatos decidiram a eleição é, no mínimo, descuidado, para não dizer falacioso.

    3) “São sujeitos que não se dão conta de contradições básicas de raciocínio: são a favor do corte de impostos e do aumento dos gastos do Estado”
    Opa! Vejo que a ignorância aqui é do analista e não do analisado. Corte de impostos e aumento de gastos do Estado só é contraditório a quem não conhece o que diz. Cortar certos impostos incentiva o consumo que se reflete em aumento na arrecadação. Foi exatamente o que houve qdo o governo cortou o IPI dos carros e da linha branca – uma das medidas que o presidente pouco escolarizado tomou, foi criticado por Serra, e nos salvou do agravamento da crise, que já ameaçava a indústria.

    4) “Para gente assim, a vergonha é uma característica redentora; o orgulho é patético.”
    Devolvo para você.

    5) “Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.”
    Então você acha que os 26 milhões que saíram da miséria no país e os outros 37 milhões que entraram para a classe média – todos eles – conseguiram isso só com o Bolsa Família? Não foi resultado de nenhuma política para incentivar a formação de riqueza? Nenhum investimento em infraestrutura? Nenhum esforço regulatório para destravar investimentos e desburocratizar o crédito? Nenhuma empresa está lucrando no país? Nenhum investimento produtivo? Nenhum setor industrial bateu recorde de produção na crise? Nenhum avanço para simplificar a formalização de pequenas empresas? Vc não notou nenhuma das duas correções da tabela do IR? Nenhuma melhoria no poder de compra?

    • Otimo o que voce escreveu tilda!

    • Vamos lá, começando de trás pra frente:

      1. Sim, eu notei melhoria do poder de compra, tanto dos pobres quanto dos ricos. E o governo Lula é um exemplo de que fazer bem aos pobres também é fazer bem aos ricos – o número de milionários explodiu nos últimos anos, e isso é ótimo pra todos. O texto não é contra o governo. (Se o governo Dilma seguir tucano como o do Lula, já está bom.) O texto é contra a mentalidade chavista que coloca ricos contra pobres, coisa que até o governo Lula mostrou que é ultrapassada. Claro que pode haver governo mais centrado nos ricos. Por exemplo aquele que, diante do caos das cidades brasileiras, onde tantos pobres da periferia penam para chegar ao centro das metrópoles, quer gastar quase uma Itaipu fazendo um trem-bala… do Rio a SP. Sério, imaginem como seria a resistência petista se o FHC anunciasse gastar tanto dinheiro com um problema que não é um dos 5 ou 10 maiores do do transporte do Brasil.
      Quanto à desburocratização, por que não eliminar a perversidade (palavra que a Dilma usou esses dias) de tantos encargos com as grandes empresas? Enfim, quanto às correções da tabela do IR, você está brincando, né? A tabela nunca é atualizada de acordo com a inflação, o que faz , a cada ano, gente mais pobre entrar na boca do leão. Um belo exemplo de como o Estado é a maior máquina de exclusão de cidadãos.

      2. A maioria dos cidadãos é contra impostos mesmo quando eles não acarretam em maior arrecadação, como o IR.

      3. Minha fonte é a pesquisa do Datafolha de 26 de julho. Nela Serra e Dilma estão empatados e só 45% dos entrevistados dão nome aos candidatos. http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=992

      4. Chato ter que explicar uma coisa tão óbvia, mas vamos lá: “garantir” não significa “decidir”. Se um time está ganhando por 1 a 0 e faz mais dois gols, esses últimos GARANTEM a vitória. Desse modo, sim, os nordestinos e os cariocas garantiram a vitória de Dilma, os paulistanos garantiram a vitória do Tiririca. Só pra deixar claro que há tantos ignorantes políticos em SP quando na Bahia.

      abrx

      • Uma graça posar de democrata, postar no meu blog mas me censurar no seu… Fala de Cuba, Chavismo, mas repete tudo que critica desses regimes! Enfim, é a direita típica. Acusa, acusa, mas faz igual ao que critica.

        Lamentável….

        E, meu amigo, ricos versus pobres é uma coisinha chamada “luta de classes”, tem séculos e não é novidade. Nenhum “governo” impõe um pensamento deste tipo ou cria este tipo de coisa, um pouco de leitura faria bem, evita dizer tanta besteira.

        Quanto aos pobres da periferia penarem pra chegar no centro, eu acho que isto é problema de prefeitos e governadores e não do presidente. Não é responsabilidade do presidente responder pela malha viária dentro das cidades… São Paulo, nas mãos do Tucanato, aliás, é um lixo…

        E, engraçado, será que esse texto seria escrito se o Serra (batendo na madeira três vezes) tivesse ganho? Duvido. Porque aí o nordeste teria sido “inteligente!…

        Piadista… Além de censurador.

      • Oi, Raphael,
        É verdade, não aprovei seu primeiro comentário porque o nível estava baixo demais (não vou aprovar ofensas). Este passou, apesar dos equívocos.
        Quem disse que o governo impôs algum pensamento? Aliás, quando no texto eu falo de alguma conduta do governo federal? Meu alvo, repito, foram os ignorantes políticos DE QUALQUER CLASSE SOCIAL, aqueles que votam em palhaços ou se esquecem em quem votaram pra deputado.
        Abraço!

      • Alguns chamam “verdade” de “ofensa”… Aliás, não queria antecipar, mas tem muita gente interessada em fazer o MP se manifestar contra suas ofensas racistas e preconceituosas… Pregar o ódio contra nordestinos e pobres é crime.

        No mais, tente disfarçar, mudar o foco, dizer que não disse isso ou aquilo, pouco faz de diferença. Toda a construção do seu artigo, a referência à Dilma, Cuba e etc deixam claras suas idéias e ideais e contra quem você falava.

        Disfarçar só torna a situação mais ridícula e vergonhosa do que é. Tenha pelo menos a hombridade de assumir o que falou.

  6. Tilda disse:

    “Por exemplo aquele que, diante do caos das cidades brasileiras, onde tantos pobres da periferia penam para chegar ao centro das metrópoles, quer gastar quase uma Itaipu fazendo um trem-bala… do Rio a SP. Sério, imaginem como seria a resistência petista se o FHC anunciasse gastar tanto dinheiro com um problema que não é um dos 5 ou 10 maiores do do transporte do Brasil.”

    Não vamos misturar as responsabilidades dos poderes. Transporte público da periferia ao centro é assunto municipal. Cobre do Kassab, do Serra, da Marta (que aliás, implantou o bilhete único). Trem bala – uma obra de infraestrutura interestadual -, essa sim, é assunto federal. Não sei dizer se orçamento para essa obra é muito, pouco, ou justo. Se custa uma Itaipu (vc acaso descontou a inflação para fazer a comparação?) ou duas. Mas realmente não consigo imaginar nenhuma resistência petista a nenhum gasto com obra desse porte de FHC, porque simplesmente não consigo imaginar o FHC fazendo esse tipo de investimento no país. Tanto não é a praia dele, que não fez mesmo em oito anos. Então, suposições, elucubrações desse tipo que vc sugere de nada valem. O discurso hipotético é típico de quem quer fugir dos fatos.

    “Enfim, quanto às correções da tabela do IR, você está brincando, né? A tabela nunca é atualizada de acordo com a inflação, o que faz , a cada ano, gente mais pobre entrar na boca do leão. Um belo exemplo de como o Estado é a maior máquina de exclusão de cidadãos.”
    Leandro, não estou brincando. Talvez você não tenha compreensão do significado dessas duas correções q tivemos na tabela do IR. Sim, você está certo em achar que elas ainda não são suficientes e que há distorções anualmente. É claro que há. A vida não é uma maravilha. Mas talvez você não se lembre de quantos anos ela ficou sem ser corrigida. A tal reforma tributária, aliás, era uma bandeira do FHC. Mas ele passou por todo seu governo discutindo e deixou o cargo sem conseguir um avanço sequer nesse sentido. Culpa dele? Culpa dos petistas ou dos ruralistas do Congresso? Falta de negociação? Não sei sinceramente de quem é a culpa, sei que não andou no governo dele embora acredite que o FHC gostaria mesmo de ter feito uma ampla reforma. Mas não fez. Ponto. O Lula também não conseguiu realizar uma reforma plena, mas avançou alguma coisa com sua minirreforma. As duas correções na tabela do IR – que ocorreram no meio do estouro da crise mundial e não ganharam tanta notoriedade na imprensa – era uma luta antes considerada perdida, um dos maiores entraves à reforma, e vingou. Falta melhorar? Claro que falta. Falta muito. Mas já demos dois passos no caminho.

    “Minha fonte é a pesquisa do Datafolha de 26 de julho. Nela Serra e Dilma estão empatados e só 45% dos entrevistados dão nome aos candidatos.”
    Na pesquisa do seu link, os dois aparecem empatados na ESTIMULADA. Porém, no seu artigo sobre o preconceito, vc fala da ESPONTÂNEA. Você sabe muito bem a diferença entre as duas. Foi bom você ter citado a fonte, porque fica explícita a forma como vc interpretou os dados. Na mesma pesquisa Datafolha que vc citou, quando olhada a espontânea, Dilma está à frente 5 pontos porcentuais. Porém, no link q vc passa só mostra o resultado da estimulada. Tudo bem, a completa está aqui:
    Segue o PDF com todos os gráficos.
    http://datafolha.folha.uol.com.br/folha/datafolha/tabs/intvoto_pres_26072010.pdf

    Em outros institutos de pesquisa, Dilma aparecia 10 pontos à frente no fim de julho e ampliou a vantagem em agosto:
    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cntsensus-dilma-tem-372-na-pesquisa-espontanea,599598,0.htm

    Não vale dizer que Sensus é comprada. O resultado final vc sabe: foram 12 pontos de diferença.

    “4. Chato ter que explicar uma coisa tão óbvia, mas vamos lá: “garantir” não significa “decidir”. Se um time está ganhando por 1 a 0 e faz mais dois gols, esses últimos GARANTEM a vitória. ”
    Não precisa gastar tempo com aula de semântica. Todos sabem a diferença entre garantir e decidir. Mas você não escreveu “garantir”, voce escreveu DECIDIR. Ou vai negar?
    “Foi gente assim, de todas as regiões do país, que decidiu a eleição.”

    • Oi, Tilda, obrigado pela elegante discussão.
      Concordo com você quanto à correção da tabela do IR. Como um liberal, não me sinto representado pelo PSDB – os tucanos aumentaram impostos mais que o Lula, e a redução dos gastos não foi promessa do Serra, pelo contrário.

      Já sobre o possível erro ao falar que os nordestinos decidiram a eleição, basta voltar ao primeiro parágrafo do meu artigo: quando me refiro ao Nordeste, uso o termo “garantiram”.

      Quanto à pesquisa do Datafolha, basta fazer a soma: “Na intenção de voto espontânea, Dilma oscilou negativamente um ponto (de 22% há 20 dias, para 21% agora) e Serra caiu três (de 19% para 16%). Nessa situação, em que o cartão com os nomes dos candidatos não é mostrado para os entrevistados, o presidente Lula ainda aparece com 4% das menções, mesma taxa obtida pela candidata do PV, Marina Silva.”

      Já sobre o trem-bala, na minha opinião o governo federal tem sim influência no transporte metropolitano. Basta ver a força que o BNDES deu à renovação da frota de vans em São Paulo durante o governo da Marta (que pra mim deixou o transporte de SP melhor que o da minha cidade, Curitiba, onde ninguém sabe o que é bilhete único). Tanto crédito, em vez de sair pra o trem-bala, poderia dar um bom impulso a trens e metrôs das cidades brasileiras.

      abrx!

      • Rogerio disse:

        Pô, Leandro. Só faltava depois de 16 anos de tucanagem em SP, o governo federal ter que construir metrô, trem, teleférico, seja lá o que for, para resolver o problema de transporte nessa cidade. Meu, são 16 anos e nada. Qualquer coisa que tivessem feito poderia ser usada na campanha eleitoral, mas não havia nada. Sem falar que o trem bala aliviaria demais a ponte aérea.

  7. Você disse que pessoas não entenderam o seu texto. Não e melhor dizer que você não se expressou direito? Pq que dizer que as pessoas, e não você, esta errado no seu texto?

  8. Thiago Cortês disse:

    “Aliás, não queria antecipar, mas tem muita gente interessada em fazer o MP se manifestar contra suas ofensas racistas e preconceituosas”.

    A patrulha ideológica REALMENTE é uma patrulha.

    Pois é, o eleitorado do Lula já é tão intocável quanto o próprio Lula.

    E se você pensa diferente, o MP vem te pegar.

    O Grande Irmão Zela Por Ti.

  9. Gustavo Sandres disse:

    Caro Leandro,

    Devo lhe dizer que em certos momentos é melhor ficarmos quietos. Os comentários do Raphael por exemplo ilustram bem o tipo de público com que não vale a pena prolongar a conversa. É prova o suficiente que seja lá quem fosse o candidato PTista, ele teria sido eleito, sem nenhuma análise, sem nenhum julgamento prévio, sem improtar-se com o passado do candidato(isso é exercer seu direito de voto? deixar que um indivíduo, no caso Lula, decida em quem você votará?). Devo frisar que não tenho ligação partidária de nenhum tipo. Mas, “ao vencedor dai as batatas”.

    • Engraçado… O povo não tem o direito de votar na continuidade e no candidato indicado por um presidente que detém a confiança de mais de 80% dos brasileiros…

      Ah, a direita brasileira! Se perde o povo é burro, se ganha só explora o povo…

  10. Benjamin Bruno disse:

    “O galo canta antes de o Sol nascer, mas isso não significa que o Sol nasça porque o galo canta. Essa máxima deve ser observada em relação à telefonia no Brasil.
    É comum ver pessoas como o sr. Leandro Narloch argumentarem que a popularização dos telefones celulares no Brasil é consequência da privatização da telefonia implementada pelo governo FHC. Nada mais falacioso.
    A popularização do acesso a esses bens está ligada ao desenvolvimento tecnológico, não à privatização. Apenas coincidiu de os dois eventos ocorrerem na mesma época. Tanto assim que, antes da era FHC, esses bens não existiam em lugar nenhum do mundo, independente de a prestação de serviço de telefonia ser ou não estatal. É só assistir a um filme americano ambientado nos anos 80, ou antes, para constatar tal fato. É bom lembrar, também, que o serviço de telefonia brasileiro não nasceu estatal. Foi prestado pela iniciativa privada de seu início, ano de 1870, até por volta de 1960, quando ocorreu a estatização. Assim, a considerar o argumento de que a privatização é sinônimo de eficiência, por que essa maravilha toda não existia antes dos anos 60, quando a telefonia era privada?”

  11. Ana Caruso disse:

    “Dilicia” de texto. Tô com o saco na lua de ver gente repetindo jargões e verdades de TV e de senso comum. Quando alguém dá o contra assim como fez agora o autor desse texto, é porque no minimo já vivenciou muito do que está relatando e não apenas ouviu, digeriu e regorgitou o que dizem a rodo por ai.

    Se as pessoas fossem mais centradas, perderia-se muito menos tempo com dialética… A realidade mesmo é coisa que quase ninguém vê. Porque quem vê, não tem tempo pra discutir.

  12. Um Imbecil disse:

    Essa discussão só aparenta ser relevante, mas penso que seja muito pequena.
    Por traz disso tudo está o grande passa-moleque que o nosso falso sistema democrático nos impõe usando como instrumentos esse idiotas sedentos do poder presidencial.
    Fazem-nos acreditar que vivemos num processo democrático porque os elegemos e agora nos resta trabalhar pra eles, pagar impostos pra eles e confiar neles.
    Democracia não é isso.
    Democracia é a participação popular durante a gestão, porque o poder não tem que se desvincular do povo para ungir um desgraçado desses.
    Quando vamos discutir o orçamento e os demais projetos legislativos? Quando vamos poder dizer sim ou não à nova CPMF? Ao novo salário mínimo? Discutir o bolsa-família?
    O problema não é que a gente não se lembre tão cedo em quem votou. O problema é achar votar é exercer a democracia … e então aguentar … confiar … esperar … ouvir discursos cheios de falsidades todos os dias…
    O problema é não ter instrumentos e condições de discutir passo a passo o que tem de ser feito e deixar tudo para essas bestas que ocupam a presidência da republiqueta.
    Porque entre a democracia direta e a indireta (e não acredito que hoje estejamos hábeis a exercer qualquer uma delas) pode haver uma miríade de estágios intermediários.
    Por isso me chamo Um Imbecil – e não O Imbecil. Não sou só eu.

    PS: gostei do livro. Não é história, mas hoje não há mais história, só versões.

  13. Thiago Cortês disse:

    Por que essa insistência em rotular quem discorda de você de direitista, Raphael?

    Você dispara o rótulo “direitista” como se isso fosse explicar alguma coisa.

    No seu mundo, tudo parece ser bem fácil de entender:

    Direita: monstros amorais que buscam dinheiro;

    Esquerda: criaturas angelicais que buscam a paz entre os povos.

    Caramba, parece roteiro de filme da Walt Disney.

    • Não é insistência é apenas certeza. Posições ideológicas permeiam o discurso. Você não verá alguém de esquerda dizer que é bom a PM invadir favela e matar “marginal”, mas na direita todos defendem isso ou, no máximo, fingem não ver e desconversam, tentando justificar.

      Alias, fato raro é alguém de direita ter coragem de admitir que é efetivamente de direita. Vergonha das idéias?

      Quanto à esquerda, não, não tenho essa visao, existem várias esquerdas, com diferentes pensamentos, mas em geral são contra o extermínio de pobres, nordestinos e “inferiores”, coisa pregada pela direita com diferentes graus.

      • Sandro P disse:

        É verdade!
        Em geral a esquerda é contra qualquer extermínio, exceto de quem pense diferente deles.

  14. Thiago Cortês disse:

    “Há, de resto, um clima moral e intelectual em nossos tempos que não apenas permite como encoraja tal absolutismo.

    Praticamente ninguém ousa correr o risco de ser considerado ‘malvado’: todos querem ser julgados bonzinhos, verdadeiros anjos. Tratar-se-ia de uma espécie de ‘auto-angelização’.

    Basta repetir o discurso dominante, e a pessoa está desobrigada de fazer quaisquer escolhas éticas, de pesar causas e conseqüências, de comparar caminhos ruins a caminhos piores (mas nenhum deles ideal ou perfeito).” – Nelson Ascher

    Completo: Quando alguém discorda do coro dos contentes, os paladinos da moral progressista logo se articulam, chamando uns aos outros para o combate, usando frases do tipo “eles estão saindo das tocas”; “temos de combater esse pessoal”, etc.

    E iniciam as patrulhas, enquadrando os dissidentes. Muito democrático…

  15. Igor Henrique disse:

    Não sou equerda. Também não sou direita. E não tenho medo de afirmar que a ignorância política elegeu Dilma sim, e continuará elegendo enquanto a educação e o conhecimento continuar sendo escondido do povo desse país. E povo em todas as classes: A, B, C, D e, caso exista, alguma coisa abaixo disso. Não considero a Dilma ruim por ser Petista, a considero ruim por ela sem quem é, pelo quê ela fez, e pelas causas que ela defende. Assim como odeio o FHC por ter começado toda essa palhaçada de ações afirmativas e programas para grupos excluídos. O PNDH-3 que Lula assinou (sem ler, como ele mesmo disse!?), é apenas a continuação política da direita de um programa criado pela esquerda. E isso é o quê mais se vê nesse governo, seja bom ou ruim, certo ou errado. Será que eu sou o único a achar que não existem mais diferenças partidárias? Que tudo isso não passa de um grande teatro pra platéia, mas, que por trás dos panos, é treinado e discutido com muita sobriedade?
    Esquerda, direita, cima, baixo. Tudo isso é uma grande perda de tempo. Precisamos de alguém que pense em nós como pessoas, não como eleitorado, que caçe a corrupção como o câncer que ela é e que nos desenvolva internacionalmente como nós merecemos. Grandes líderes fazem parte do nosso passado: D. Pedro I, D. Pedro II, Floriano Peixoto, Getúlio Vargas, João Figueiredo. O quê eu, com 21 anos, posso dizer do meu tempo? Collor, FHC, Lula e Dilma. É de dar nojo.

  16. Alan disse:

    “Afinal, se há alguma receita testada e aprovada contra a pobreza, uma feliz receita que salvou milhões de pessoas da miséria nas últimas décadas, é aquela que considera a melhor ajuda aos pobres a atitude de facilitar a vida dos criadores de riqueza.”

    Desculpe; testada e aprovada por quem, e quando? Essa não é a base do supply-side economics, que hoje em dia está completamente desfavorecida? Não existe tal receita fácil.

    • Alan, essa receita foi aprovada em quase todos os países capitalistas. Na Inglaterra durante a Rev. Industrial (que tinha mais miseráveis que o Brasil hoje), nos Estados Unidos, no Chile, em Cingapura, no Peru atualmente, no Brasil. A população brasileira, nos últimos 100 anos, cresceu de 19 milhões para 190 milhões. Enquanto isso, a pobreza caiu de 80% pra 30%. Você já parou para pensar por que SP é mais rico que a Bahia? Não foi por causa de governos – ambos tiveram sociopatas e administradores catastróficos. Foi porque SP foi mais atingido por coisas que você deveria passar a ver com bons olhos: empresas, iniciativa privada, investimento estrangeiro.
      Recomendo a leitura de “As Seis Lições”, do Ludvig von Mises, para entender como surgiu a mentalidade anti-capitalista e como o capitalismo é a forma mais eficiente de acabar com a pobreza.

  17. Gunnar disse:

    Só derrapou no último parágrafo… eu tenho sim orgulho das minhas origens, e faço questão de afirmá-las; não através de expressão verbal, mas vivendo-as. As tradições não são uma bobagem, muito pelo contrario, formam todo o arcabouço, a base de uma sociedade, e deviam ter um valor elevado para quem se diz conservador. Em tempo, descendo de uma comunidade mennonita, que, ha 3 gerações no Brasil, ainda preserva a língua alemã, a ética rígida, os princípios cristãos e uma fraternidade invejável. É graças a tudo isso que sou quem sou e pretendo passar o legado adiante. Ademais, excelente texto. Abraço, Gunnar.

  18. Pedro disse:

    Leandro, parabéns pelo artigo, mas tenho uma dica para você:

    Filtre melhor os comentários. Por exemplo, sua discussão com a Tilda ajudou a esclarecer o texto, porém esse Raphael só apareceu para agredir e ameaçar. E ele quer brigar não apenas com você, mas também com todos os demais comentaristas que não pensam como ele.

    Entendo que você o deixe destilar seu ódio por aqui apenas para mostrar um exemplo do tipo de “pensador radical” que anda fazendo mau uso da internet, porém isso ofende a vista da maioria dos visitantes do site.

    Ora, essa dica é tão velha quanto a internet: NÃO ALIMENTE OS TROLLS!

  19. Marcos disse:

    Ô Tilda:

    1) “nordestinos, grupo que garantiu a vitória da candidata petista nas eleições”.
    sem o Nordeste, como já foi dito, repetido e comprovado, Dilma se elegeria da mesma forma.

    Nordestino não vive só no Nordeste não. Nordestino vive em todo o território Federal. Se o Nordeste fosse um país, a colônia nordestina seria a maior colônia de imigrantes do Brasil. O que o Narloch disse foi que o nordestino como grupo garantiu a vitória de Dilma, e não o Nordeste, e ele está correto.

  20. fellipegaio disse:

    Excelente texto, Leandro!
    Aliás, excelente texto e admirável postura nas respostas dos comentários contrários, pois não os fez com críticas sem fundamento e tampouco com ofensas. Ao contrário, deu aulas de economia, cidadania, interpretação e política (não-partidária).
    É muito fácil se agarrar a um partido e deixar de ver pessoas como pessoas e passar a rotulá-las como direitistas ou esquerdistas, comunistas ou “porcos capitalistas”. É raro e, portanto, prazeroso ler argumentos de pessoas que leem e se fundamentam em fatos reais para defender seu ponto de vista.

    Parabéns pelo livro, pelo texto e pelas respostas.

  21. anderson disse:

    Boa noite Leandro.
    Eu ainda não li sua obra, porém, li algumas resenhas e resumos sobre, estão pipocando. Parabéns pelo sucesso. Estou no sétimo período de História em uma universidade pública, e, de acordo com algumas resenhas e algumas coisas que li aqui no blog, me parece que você faz críticas injustas com relação aos marxistas. Tipo aquele esqueminha básico de base-superestrutura, determinismo histórico, duas classes antagônicas, teleológica, etc. Esse esquema bem simplista do Prefácio a Contribuição a Crítica da Economia Política já não é mais utilizada pelos marxistas, ao menos os que buscaram estudar Marx. Existiram muitos como Louis Althusser, que estavam mais interessados em lamber as botas que algum partido comunista do que estudar. Felizmente esses estão acabando. A historiografia marxista já se renova a muito tempo. Eu recomendo a leitura de marxistas como Eric Hobsbawm, Edward Thompson, Christopher Hill, Raymond Willians, Ciro Flamarion, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Gordon Childe, Imannuel Wallestein, Fredric Jameson, Terry Eagleton, Antônio Gramsci, Gyorgy Lukács, István Mézáros. Eles são de várias correntes do marxismo. Todos são muito respeitados inclusive por liberais. Boa noite.

  22. Matheus Paginatto disse:

    Cara, adoro seu livro, ele demonstra a capacidade e a superioridade dos brancos sobre esses imbecis,
    Aleijadinho, Dumont, Zumbi, Índios e outros pretos foram falsários que só demonstraram suas incapacidades.
    E ainda querem dar terra á índio, pov barbaro que só sabe se matar
    ainda bem que vc esta para acabar com essa academia de merda.
    Salve!

    • Caro Matheus,
      Preciso discordar de você. Não existe nenhuma superioridade de brancos sobre outras etnias. Concordo que algumas culturas são tradicionalmente melhores em determinadas atividades, mas não é um fator natural, genético e imutável. Falar que Zumbi tinha escravos ou que os índios se matavam serve para mostrá-los na mesma altura que europeus: nem acima nem abaixo. abraço

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