Nova geração

“A geração que antecedeu foi muito marcada pela luta ideológica, exacerbada durante os governos militares. Divergências de abordagens eram rapidamente transpostas para o campo político-ideológico, com prejuízo de diálogo acadêmico e talvez mesmo da qualidade dos trabalhos. A nova geração formou-se em ambiente menos tenso e polarizado, beneficiand0-se de maior liberdade de debate, de melhores condições de escolha, tanto de temas como de abordagens, e de ambiente intelectual mais produtivo.”

José Murilo de Carvalho, na apresentação do livro Brasil Imperial, volume 2, lançado mês passado.

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2 respostas para Nova geração

  1. Wilson disse:

    Leandro,

    Vi esta obra na Cultura e me estapeei para não comprar, pois estou com o orçamento estourado.

    O José Murilo de Carvalho é antes de tudo um grande texto, é sempre uma delícia lê-lo, assim como os do Evaldo Cabral.

    Concordo com a avaliação dele.Entrei na faculdade bem no finalzinho da ditadura e pensando hoje nos debates daquela época percebo como era tudo inviesado e estéril. Nas ciências humanas, a gente só podia ser marxista, era um ambiente intelectual paupérrimo, aquilo sim era pensamento único.
    O desvario era tamanho que alguns alunos chegaram a protestar contra o dono do café da minha faculdade, um porco capitalista e explorador, segundo a horda.
    Por falar naqueles tempos, outro dia vi o Carlos Guilherme Mota num desses canais que ficam antes da TV Cultura na grade da NET e fiquei impressionado com a visão estreita dele sobre o império, ele disse alguma coisa assim: tem essas novas interpretações, mas que nada, era o povo brasileiro sob o chicote dos Bragança.
    Santo deus e pensar que o cara é professor de história. Na verdade é o velho intlectual orgânico (com certificado, é claro) falando para sua tribo, que sujeito antigo.
    Que bom que temos uma nova geração de intelectuais que pesquisam sem compromisso com padrões ideológicos.

    Um abraço

  2. Rafael Diehl disse:

    Muito bom o blog. Andei dando uma lida no primeiro capítulo da sua obra e me interessei muito. Bom ver que diversos historiadores estão se desprendendo das interpretações ideológicas, simplistas e reducionistas.

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