Quem disse que os negros não gostam do Guia?

Saiu hoje na Folha Online a notícia “Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil recebe críticas de negros”. Fato verídico, mas a melhor notícia é outra. Alguns negros adoraram o livro. Logo depois da notícia na Folha, recebi no Facebook uma mensagem de uma leitora. Ó o que ela diz:

Meu nome é Gislaine e sou negra. Quero lhe dar os parabens pelo seu novo livro. Infelizmente ainda não li, mas já gostei. Vou comprar. Não importa se alguns mitos vão cair, o importante é a verdade, sempre. Falo como brasileira e não como negra. Vendo a descendencia brasileira como um todo, observando nossa história como um todo; dá para entender a nossa historia atual. E enquanto não tivemos um olhar critico e sincero do nosso passaso não seremos capazes de construir um futuro melhor. Valeu cara.

Sensacional. Parece que ela entendeu o seguinte: não é contrário aos negros falar que Zumbi tinha escravos, que havia traficantes negros de escravos ou que reis negros vinham passar um tempo no Brasil, como esses abaixo. Esses fatos  são até motivo de orgulho: é melhor, para os negros de hoje, poder imaginar que seus antepassados também mandaram, decidiram destinos e fizeram suas escolhas prevalecer. E deve ser um alívio deixar de lado o estigma de vítimas do passado.

Nos Estados Unidos, já são meio comuns os intelectuais negros contra as cotas ou a vitimização. É o caso do John McWhorter, que entrevistamos na Super anos atrás, e da turma do Issues & Views, um site de negros americanos conservadores. Tomara que personagens assim sejam cada vez mais comuns no Brasil.

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6 respostas para Quem disse que os negros não gostam do Guia?

  1. Guilherme Curi disse:

    Olá, Narloch!

    Li o seu livro logo após o lançamento e achei muito interessante e corajoso. Acho que você pecou, porém, na abordagem a alguns dos temas abordados.

    No entanto, você mesmo avisa que “O Guia não é neutro, não é imparcial, não se baseou em fontes primárias. É uma provocação – ofício que deve ficar longe dos gabinetes universitários.”, o que é bastante honesto de sua parte. O problema é que, ao que parece, há muita gente desconsiderando sua própria advertência e tomando como verdade literal algumas das suas “provocações”. Você não acha que essa advertência deveria ser mais explícita?

    Um grande abraço,

    Guilherme

  2. Guilherme Curi disse:

    P.S.: Percebi agora um erro no meu comentário: “abordagem a alguns dos temas abordados” foi de doer!

    Rsrs

  3. Roberta disse:

    Passei por aqui novamente para ler os posts novos. E constatei que vc continua causando! Não esperava outra coisa de vc!! Quando sai o volume 2, com novas provocações? Já tenho até sugestão: um capítulozinho sobre padre cicero (acabo de ler o livro sensacional de Lira Neto), que todo mundo acha que era santo…
    abs

  4. Norma disse:

    Olá, Leandro!

    Há um episódio muito bom de um programa americano sobre esse assunto: Penn and Teller. O episódio pode ser visto aqui em três partes aqui: http://acarajeconservador.blogspot.com/2010/02/reparacoes-bullshit.html

    Já comprei o livro e estou gostando muito!

    Abraços!

  5. Raphael disse:

    Objetivamente não tem motivos para o movimento negro ser contrário ao livro. Zumbi ter escravos e muitos grandes traficantes de escravos serem negros são fatos! Mas me ficou uma pergunta ao ler o livro: como interpretar esses fatos? Esse dado pode subsidiar uma análise de que os negros sempre tiveram oportunidades no Brasil e a escravidão não foi impecilho algum para pessoas de origem africana ascenderem socialmente. Seria isso correto? Acho que temos que tomar muito cuidado com a interpretação… Com relação aos fatos é muito bom vê-los compilados e com alcance a um público tão grande quanto você tem conseguido com seu livro. Parabéns.

  6. Brazi's Black disse:

    Quem

    é Branco Aqui no Brasil?

    Faço melhor… “Quem pode comprovar cientificamente,agora!! que os antepassados dessa jovem eram exclusivamente “africanos”!?
    ps:Gislane se define “negra Brasileira” e eu idem!Detalhe tenho a pigmentaçao de pele mais escura do que a dela!Mas quem pode afirmar quais sao os verdadeiros antepassados racias de cada uma?
    Expressões como : “sangue negro”, “índio mestiço”, ou “meio sangue” caracteriza a falta de conhecimento da relação entre raça e sangue. O sangue, em si mesmo, nada tem a ver com a transmissão da hereditariedade e não deveria ser usada para designar um tipo racial..

    Como Iremos definir quem é branco e quem é negro numa sociedade miscigenada e multirracial como a Brasileira?

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